Livro de Historias: True passion
Cast: Giacomo Casanova, Francesca Bruni, Giovani Bruni, Victoria, e outros
Location: Veneza
Sinopse: Quando um jovem bon vivant de uma rica familia venezience, encontra uma jovem e romantica jovem de outra familia venezience, eles poderiam formar o que se chama de uma bela historia de amor. Mas quando as duas familias são rivais mercantes e quando a fama de sedutor, de ladrão da pureza feminina do rapaz se alia ao fato da jovem e determinada moça ser noiva de outro, isto torna a historia um pouco mais complicada. Estaria o jovem disposto a abdicar de suas regalias de seus amores, por um único e verdadeiro amor? E estaria ela disposta a ensinar-lhe o amor verdadeiro?

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8:35 PM

Ato IV – A grande festa da noiva gralha.

Giacomo e Lupu chegavam finalmente ao local destinado ao baile, e carruagens ainda podiam ser vistas a parar frente ao palacete, onde luzes eram ostentadas em toda a sua beleza e cores. As belas damas desciam acompanhadas por seus pais, noivos ou irmãos, a conduzir a aba dos pomposos vestidos para que não sujassem e assim parava finalmente a carrugem com os irmãos e Lupu descia primeiro
- Não sei como consegue dizer tantas asneiras num espaço tão curto de tempo Giacomo... juro que não entendo...
E Giacomo ria enquanto saltava da carruagem, ajeitando a bainha da espada à cintura.
- E desde quando é besteira falar das saias da irmã Beatrice?! Lupu.. lhe juro que nunca vi nada mais belo que aquela noiva do Senhor.. alias.. - olhava para o céu - Devo admitir que tens muito bom gosto, senhor.. nunca provei lábios mais doces.. e nunca senti tanto calor entre as pernas de uma dama.. juro.. Recebia um safanão na cabeça dado pela pesada mão do irmão.
- Isso são modos de falar de uma serva de Deus, seu herege.. e cale-se Giacomo.. se o bispo de escuta, vai ordenar que o inquisidor lhe tire o couro e pendure nas gôndolas de Veneza.. - e Lupu seguia na frente sendo seguido pelo jovem Giacomo que ria solto
- Oras Lupu, não estou a dizer nenhuma mentira.. Deus tem muito bom gosto no escolher de suas noivas.. ah tem sim..
As portas do salão do palacete eram abertas e os olhos verdes musgo de Casanova puderam vislumbrar o salão e como um predador procurava por mais uma bela dama a destilar suas atenções - E voilá! Vamos a caça meu amado irmão.. hoje te faço adormecer entre as pernas de uma donzela.. nem que tenha de embriaga-lo de champagne caro as custas do Duque Mirim Papprizzio....
E não é que haviam belezas encantadoras naquele lugar? Os olhos experientes de Casanova pousavam sobre a jovem de trajes brancos e castos.. Victoria.. a conhecida e tão falada virgem de Veneza.. Lupu observava entediadamente aquele luxo inteiro que se expandia a seus olhos
- Ora..mas não me conformo com isto.. com os Bruni ostentarem tanta riqueza.. o que acha Giacomo? Giacomo?!
E o irmão já não lhe dava nenhuma atenção, era apenas sorriso para a bela dama de branco que mantinha-se isolada do resto do salão.
- Meu amado irmão, irei ali.. ahn.. transmitir o meu mais delicado cumprimento à prima do noivo.. - e dava dois tapinhas nos ombros de Lupus caminhando pelo salão, os olhos verdes pousados sobre os de Victoria.

Victoria mantinha-se isolada, como todos diziam que a bela e cobiçada jovem gostava de ficar, longe dos pensamentos mundados e da hipocrisia celestial daquele lugar de anjos caídos, assim seriam os pensamentos de Victoria a quem fizesse alusão a sua imagem, e ela não percebera o olhar sobre si de Giovanni? Obvio que sim, percebia cada olhar, e sabia o que cada qual representava, mas "era casta demais para retribuir", suspirou fundo e logo virou lentamente o rosto, até que os olhos encontraram os sonhadores de Giovani, ela sorriu de leve ao mesmo, e reclinou a cabeça e o corpo em um cumprimento de respeito a distancia, depois voltou os olhos ao ambiente, esperava ansiosa a chegada de Francesca, e por Deus, que ela tivesse mudado de idéia sobre aquele maldito vestido, os olhos passavam pelo local desinteressados, aquelas festas eram sempre tão entediantes.

Giovanni quase deixou que a taça de cristal lhe caísse das mãos quando teve o seu olhar a cruzar com o de Victoria, e tremia, sentia as mãos a suarem de um modo compulsivo que chegava a pingar no piso lustroso do salão... conseguiu responder o cumprimento delicado que ela lhe dava e ainda arriscou um breve sorrir, mas não sustentava o olhar por muito tempo, voltava o rosto para dar uma falsa atenção ao Conde de Parma e a observava pelo canto dos olhos, no exato momento em que vira aquele maldito entrar no salão. Os Casanova tinham a audácia de aparecer no noivado de sua irmã? E para quem ele olhava? Os olhos de Giovanni seguiram os de Giacomo e contorceu-se de raiva ao perceber com os de quem ele cruzava.

Apagam-se as luzes de dentro do salão, acende-se a luz do cenário do lado de fora, onde no jardim diante da casa, a carruagem que trazia Francesca e Giuseppe para.

- Chega pai, entremos logo!.... - Francesca já não agüentava mais os agradecimentos de seu pai, segurou firme ao braço dele, e passou a mão a saia do vestido a alisando mais, arqueou de leve o corpo, deixando-o ereto, e suspirou fundo erguendo a face por baixo do véu negro e rendado que cobria todo seu rosto, e sussurrou - ..Dê-se por sortudo de eu não vir com uma corda a pendurar-se a meu pescoço....
Caminhou pomposamente na direção da entrada do salão, sobre o tapete vermelho que a recebia, de súbito a musica parava ao salão, e a voz estridente anunciava a entrada
- ....A futura Duquesa Francesca...!!!...
E logo todos os olhares do salão voltavam-se a bela, que a entrar de preto parecia chocar a todos, e os lábios não se abriam em um sorriso, mantinha-se apáticos assim como toda ela, e ela deslizava pelo salão com seu pai, na direção da mesa dos noivos, sorria a sua amiga Victoria logo que os olhos puderam deslumbrar a virgem de branco, e sussurrou a seu pai
- ..Que anjo está Victoria...
O homem voltou os olhos a bela menina, e sorriu a filha
- ...Ah minha doce Francesca, sabes que toda aquela candura não chega aos pés de sua beleza de Deusa...
Francesca suspirou quanto mais seu pai tentaria aliviar seu prejuízo sentimental com aquelas elogios terríveis de se ouvir, cortejos pobres, enfadonhos, tinha vontade de responder, de mandar que se calasse, mas como uma boneca de marionete que é o que era aquela noite, seguia a mesa dos noivos, mas logo um dos empregados, conduziu-os ao centro do salão, a sussurrar
- ...Duque Maldonatto será anunciado....

As luzes se direcionam para onde está Victoria, tendo o jovem Casanova a caminhar até ela.

Victoria mantinha-se sentada, com o vestido a cobrir toda a cadeira e toda aquele branco, criava uma atmosfera de luz especial em volta da jovem, os olhos desviaram-se dos de Giovanni, e logo voltaram-se ao salão, e por fim a Casanova, vendo o belo e mal falado rapaz entrar, com toda sua espontaneidade que lhe agradava e muito, muito mais do que qualquer homem já a agradou um dia, e talvez não pudesse confessar nem a sua melhor amiga, mas vestira-se assim para ele, cada peça, o perfume, os cabelos, a rosa, tudo para ele, para chamar sua atenção, como jogar uma isca para que ele viesse até ela corteja-la, e mal queria saber se Giovanni gostara ou não, quando o rapaz caminhou até si, Victoria se fez de rogada, deixando a face abaixar, corada levemente, e voltou os olhos ao chão, esperando a aproximação, e somente ergueu a face, quando o nome de Francesca foi anunciado, e não bastasse o vestido negras, Victoria teve de ainda vê-la a usar um véu negro a cobrir o rosto, mas lembrava uma viúva do que uma noiva, talvez fosse isto que quisesse ser, sorriu a amiga, e logo voltou os olhos a Giacomo, esperando pelo cumprimento do belo rapaz.

Casanova passava espontaneamente por todo o salão, o jovem possuía movimentos graciosos como se fosse capaz de bailar ao simples caminhar, como se as pessoas acabassem por abrir caminho para a aura vivaz que o circundava.. e ele deixou-se sorrir num misto de provocação e divertimento para a jovem que corava e por Deus como gostava quando elas coravam daquela forma, mais sob os lençóis que cobririam os corpos durante os atos de amor... Deixou-se aproximar da bela Victoria e os olhos verdes não se desviavam da jovem virgem. Por pouco tempo se dependesse das vontades de Casanova.. parava os passos estando diante dela quando escutou o anunciar da noiva do Duque Mirim e não se deu o trabalho de desviar os olhos da bela mulher à sua frente.. não se desvia a atenção de uma mulher para outra, isto sim seria descortez.. ainda não tinha visto a forma “excêntrica” com a qual se vestia a jovem noiva do Duque mirim.. esperou que os olhos de Victoria tornassem aos dele e então inclinou o corpo num reverenciar galanteador
- Srta. Victoria.. - sorriu tomando a pequenina mão da jovem e levando-a aos lábios sem desviar os olhos dos dela, e sem permitir que a mão lhe tocasse os mesmos, queria deixa-la apenas sentir o calor que emanava deles e fazer com que sentisse toda a vontade em saboreá-los tão logo fosse possível - Estás a mais linda dentre todas as damas deste baile.. e eu ousaria dizer que de toda a Veneza....
Tão logo erguia os olhos, lá estava seu irmão como uma sombra, mas que diabos ele fazia ali já atrás da jovem.. e como ele conseguia chegar ali? Fez uma suave careta como que mandasse o gigante Lupu sair dali.. que ele estava a cortejar a dama.. indicando com a cabeça para que ele saísse.. e voltava a sorrir para a jovem Victoria..como se nada tivesse acontecido.. Lupu mantinha-se onde estava.. não entendia mesmo de ventriloquismo ou de “careterismo”.. ali seria melhor para ver a prostituição de luxo a que os Bruni submetiam a caçula de sua prole.

Victoria, mantinha os olhos de um azul tão claro como o céu sobre os de Casanova, e logo observou ele reclinar o corpo, e sorriu de leve, sentindo a mão ser retirada do próprio colo, com todo cortejo que era evidente no jovem, e apenas manteve os olhos sobre os dele, sorrindo muito de leve, com o canto dos lábio, sentia os lábios próximos mas que não tocavam sua pele, e logo abaixou um pouco o rosto, corando-se, mais sussurrou
- ...Que encantadora surpresa, jovem Giacomo....Pensei que não poderia ter o privilegio de sua presença nesta noite, a noite em que meu belo primo, há de casar com a mais bela dama de Veneza...
E logo pode ouvi-lo dizer que ela que era a mais bela da festa e podia até mesmo ser a de Veneza, deu uma risada baixa, abanando a mão ao ar - ..Ora, querido Casanova, deixe disto, assim me envergonha..sei que cortejas a todas deste modo, não vou me iludir com tão preciosos elogios, mesmo que venham de tão belos lábios... - desviou a face pro lado, e logo ergueu o olhar, vendo Lupu atrás e aquele sinal de Giacomo para que o homem se retirasse, e deixou-se sorrir, erguendo-se da cadeira, segurou o vestido e reclinou o corpo em reverencia.
- ...Senhor Lupu Casanova... - sorriu de leve, e logo voltou os olhos a Francesca - ..Oh, deixe-me admirar minha bela amiga...hás de ser muito feliz a partir de hoje....
Giacomo mantinha os olhos presos aos de Victoria e não lhe soltou as mãos de imediato, deixou-se ficar por mais um tempo, o exato de se desejar mais e o faltar para que se sinta saudade do calor dos dedos entre os dela.. e ela dizia que a amiga era a mais bela dama de Veneza. Tua modéstia a torna ainda mais encantadora, minha senhora.. - sorriu e a viu responder ao cumprimento rude do irmão, e por Deus será que ele não conseguiria soltar-se um pouco mais? Por trás de Lupu viu a mesa onde seus pais estavam. E os acenos de sua mãe a lhe dizer que estava lindo.. Sorriu para a mãe por sobre o ombro de Victoria sem que ela percebesse e então voltava os olhos verdes para a menina..
- Não minha bela dama.. eu tenho total certeza de que meus olhos nunca pousaram sobre tamanha beleza divinal.. como um busto de marfim talhado por preciosas mãos.. e juro que de meus lábios nunca saíram palavras de tamanha verdade.. - escutava ela falar que agora a amiga seria feliz e então virava-se para ver a mulher que trajava preto e controlou o riso o máximo que pôde.. aproximando-se de seu irmão, para cochichar-lhe ao ouvido.
- Então é isto?? Os Bruni deram ao Duque Mirim um corvo?! - controlava-se para não rir - Ora meu irmão, não sei pq te preocupas tanto.. o Duque não ficará mais que duas semanas a cortejar um corvo!! De tão feia a criatura precisa esconder o rosto!!!!

As luzes se apagam no salão e acendem no próximo cenário, aposento de Papprizzio.

Papprizzio estava a andar de um lado a outro do enorme aposento..
- E onde ela está Rômulo!? O que ela acha!? É um jantar de noivado.. ela pensa que já estamos a selar matrimonio!? Oras.. alguém vá busca-la.. e se ela não vier?! - arregalava os olhos num espanto - Se ela não vier eu juro que mando decapitá-la e colocar a cabeça dela na entrada de Veneza.. - batia fortemente uma mão na outra e contorcia o rosto um segundo depois pela dor que causava a si próprio - aaoow.. - sacodia as mãos voltando o corpo para olhar severamente aos criados que continham o riso.. e finalmente um dos criados do palacete irrompia pelo aposento.
- Meu senhor.. meu senhor.. - o homem parecia assustado e Papprizzio vertia os verdes olhos para ele.
- O que foi?! Pq o espanto?! A mulher morreu?! Processemos o pai dela que me vendeu uma mercadoria avariada..
O homem controlava a respiração para conter o ar.
- Não meu senhor.. a sua noiva.. ela chegou.. e er.. é melhor que veja por si só meu senhor..
E o homem não lhe dava tempo de tempo de questionar do que diabos ele estava falando, saia correndo novamente na direção de onde viera, Papprizzio arqueava a fina sobrancelha e se colocava a caminhar na direção do salão, chegando finalmente ás duas grandes portas que davam acesso ao tapete vermelho que o levaria até sua noiva. Abriu o rosto num sorriso quando lhe anunciaram o nome
- Papprizzio Maldonatto, Duque de Veneza...
Sorria em um cumprimento artístico diante de todos até que seus delicados olhos verdes pousaram na figura de Giuseppe Bruni, bem ele era o pai da noiva.. e quem diabos era aquela viúva que ele tinha tido a coragem de levar para agourar o seu noivado!? arqueava a sobrancelha desconfiadamente caminhando na direção de Giuseppe e da mulher de preto.


Contado por Livro de Histórias



*Esse é um jogo fictício*