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11:42 PM

Ato V: E o noivo conhece sua prometida...
As luzes se apagam em Papprizzio, Francesca e Giuseppe, e acendem em Casanova, Lupu e Victoria:
Giacomo mantinha os olhos presos aos de Victoria e não soltou-lhe as mãos de imediato, deixou-se ficar por mais um tempo, o exato de se desejar mais e o faltar para que se sinta saudade do calor dos dedos entre os dela.. e ela dizia que a amiga era a mais bela dama de Veneza. - Tua modéstia a torna ainda mais encantadora, minha senhora.. - sorriu e a viu responder ao cumprimento rude do irmão, e por deus será que ele não conseguiria soltar-se um pouco mais? Por trás de Lupu viu a mesa onde seus pais estavam. E os acenos de sua mãe a lhe dizer que estava lindo.. Sorriu para a mãe por sobre o ombro de Victoria sem que ela percebesse e então voltava os olhos verdes para a menina.. - não minha bela dama.. eu tenho total certeza de que meus olhos nunca pousaram sobre tamanha beleza divinal.. como um busto de marfim talhado por preciosas mãos de graciosos artesãos.. e juro que de meus lábios nunca saíram palavras de tamanha verdade.. - escutava ela falar que agora a amiga seria feliz e então virava-se para ver a mulher que trajava preto e controlou o riso o máximo que pôde.. aproximando-se de seu irmão, para cochichar-lhe ao ouvido. - Então é isto?? Os Bruni deram ao Duque Mirim um corvo?! *controlava-se para não rir* ora meu irmão, não sei pq se preocupas tanto.. o Duque não ficará mais que duas semanas a cortejar um corvo!! De tão feia a criatura precisa esconder o rosto!!!!
Giovanni via.. o estúpido casanova a cortejar sua preciosa Victoria, era isso? Os olhos castanhos tornavam-se sombrios ao vislumbrarem aquele cumprimento, aqueles imundos lábios a triscar na pra e casta pele de Victoria, mesmo que fosse sobre as luvas de renda, bateu a taça com força sobre a bandeja de prata que passava por ele naquele momento e escutara anunciarem o nome da irmã foi o único motivo que o fez desviar os olhos do seu objeto de desejo cortejado para então quase i9nfartar.. arregalava os olhos engasgando com o ultimo gole que tinha dado na champagne.. e tossia.. tossia forte ao ver a irmã trajar negro para sua festa de noivado.. - Giovanni.. estás bem? - era a mão do conde de Parma que lhe dava leves tapas para que desentalasse com o liquido. - Cof.. - ele acenava para que o conde parasse de bater pois estava bem - Não .. eu estou bem conde.. obrigado.. - respirava fundo deixando os olhos pousarem mais uma vez na irmã.. ela era louca e queria desgraçar a família.. tal qual sua mãe fizera um dia ao se suicidar.. o que ela queria acabar com um rentoso futuro casamento? - Perdão conde.. devo participar das festividades agora.. - e despedia-se com uma leve e cortez reverencia do Conde.. caminhando para onde estavam seu pai, sua irmã e seu adorado e rico futuro cunhado, passava por trás de Francesca, para abraça-la sussurrando ao ouvido da irmã. - O que está querendo? Arruinar tudo que planejamos? - murmurava para que apenas ela escutasse.. e então voltava o rosto num garboso sorriso - Minha irmã é espirituosa Duque.. Victoria: Victoria, sorriu a todos os gracejos de Giacomo, obviamente aceitava-os um a um, faziam bem a seu âmago e também era um modo de estudar como iria conquistar o endiabrado rapaz, mas por hora tinha que prestar mais atenção em sua amiga do que nele, após erguer-se e cumprimentar Lupu, não mais dava atenção ao rapaz, mantinha os olhos em Francesca, no pai dela que saia de perto e em Giovanni que se aproximava do casal, obviamente a saúda-los, olhou de canto de olhos para o rapaz que sussurrou algo a Lupu e logo murmurou - ..Esconde algo de mim ao ouvido de seu irmão?... - olhou de canto de olhos ainda para Casanova, e deixou-se sorrir levemente.
As luzes se apagam no canto do salão e se acendem no centro, onde estão Papprizzio, Francesca e Giovanni que se aproxima.
Francesca Mantinha-se ao lado do pai e não ligava para qualquer comentário sobre seus trajes e seu véu, os olhos voltavam-se única e inteiramente a seu pai, e quando ouviu o noivo ser anunciando, virou a face e deixou os olhos azuis, focarem-se no loiro, Deus, que roupas eram aquelas, mais lembrava uma árvore de Natal do que um homem, era um moleque, adivinhava sua idade pelos seus traços, então era isto, iria criar um pirralho e não aturar um marido, tanto pior. Logo deixou-se fitar o rapaz, e seu pai o olhava a sorrir, segurando a mão de Francesca, a delicada mão de unhas bem feitas, observou o rapaz caminhar em sua direção, e logo entregou a mão de Francesca a ele, a sussurrar. - ..A mais bela noiva que o Senhor poderia ter....- e logo saiu de perto, deixando o casal a sós, e obviamente querendo se livrar logo daquela situação, Francesca voltou-se a Papprizzio, o belo rosto escondido pelo veu e sussurrou - ..Meu adorado noivo... - logo fez uma leve reverencia, tendo a plena certeza que ele estava odiando seus trajes, oras se ela ia a forca, arrastaria ele junto.
Papprizzio permanecia de pé diante daquele ultraje que o homem insistia em dizer que era a mulher mais linda de toda a Veneza, havia mandado espiões para checarem a veracidade dos fatos, e lhe confirmavam a afirmação daquele homem entregue a vícios.. suspirou exasperado sem deixar que as sobrancelhas voltassem a posição convencional no rosto desconfiadamente jovem. - E posso saber porque a minha tão prestimosa noiva vem trajando negro no dia do seu noivado? Acaso estaria ela a me agourar? Estaria ela sonhando com a viuvez e isto vem num prenuncio de seus sonhos torpes?! - Escutava o irmão da noiva, e quem era ele mesmo? A sim.. Giovanni Bruni, sim, lembrava dele.. ao menos achava que lembrava... ele dizia que ela era espirituosa.. sorriu amarelo para o homem que se postava ao lado de sua irmã, tendo o pai a fugir como o diabo corre da cruz.. e ela lhe cumprimentava como adorado noivo. Deixou-se sorrir, não poderia dar uma cena agora.. haviam convidados, mas depois com toda a certeza ensinaria para aquela como se portar diante de convidados de toda a corte - Ao menos ela veio adestrada.. - sorriu de canto tomando-lhe a mão e com ar altivo caminhava para a mesa onde estavam dispostos seus lugares ao lado de grandes nomes da Itália. - Ótimo.. agora serei Papprizzio.. o Duque noivo de uma viúva.. não tinha nada mais alegre para vestir? - falava entre os dentes enquanto caminhava com ela e para os convidados pareceria que o jovem loiro estava a sorrir. - Não vê que negro não combina com os meus trajes? Eu mandei que meus empregados lhe dessem o indicativo de quais cores usar para esta solenidade..
Mantinha-se a sorrir, única e exclusivamente ao noivo, sentiu o abraço do irmão e o sussurrar ao ouvido, e nada respondeu, após o irmão justificar suas atitudes, ela apenas, sorria à Papprizzio, ouvindo ele perguntar se acaso ela estaria a agoura-lo, nada respondeu ainda, manteve-se calada, imaginava a ira que ele estava sentindo, e sinceramente? Não se importava, ele não tinha honra e tão pouco maturidade, pedira para comprar uma noiva, escolheu a que todos diziam ser a mais bela, para ostenta-lo como um belo pingente a tira colo, aí tinha o seu presente, o seu presente comprado. sentiu ele lhe tomar a mão, e levando a mão delicadamente a laterial do vestido, segurou-a e caminhou pelo salão, a não deixar o mesmo arrastar ao chão, ouvia as palavras do Duque que saia pelos dentes cerrados e logo sussurrou. - ..Oh, me perdoe meu noivo, sempre me disseram que preto é a cor que melhor me veste, queria estar verdadeiramente bela a ti, para ter certeza que compraste o melhor que Veneza pode lhe oferecer. Não pensei em nenhum momento que isto poderia ferir suas expectativas de bom comprador, infelizmente não trouxe outra peça, terei de ficar com esta mesmo, a qual achei que serviria de grande visão a seus belos olhos... Sorriu de leve a ele, fitando-o de canto de olhos. - ..Mandastes me informar é? Pois saiba que nenhuma informação me chegou, vai ver me confundiram, tantas damas belas a preferir trajar preto, devem ter dito a outra, achando ser eu, a doce dama...Peço perdão novamente, adorado noivo...
As luzes se apagam no centro do salão e voltam ao canto, onde Casanova, Lupu e Victoria estão.
E estava ali ainda a ser cutucado por seu irmão, para que parasse com suas canastrices em falar mal da noiva agourenta que o jovem duque havia conquistado, E mesmo a expressão severa de Lupu parecia começar a ceder espaço e lugar para um sorriso que insistia em brotar no rosto, claro que vangloriava-se de ver o papelão que os Bruni acabavam de passar diante de toda a corte. e Casanova escutava a doce voz de Victoria ser pronunciada adiante dele, deixou que os olhos verdes desviassem do corvo que era conduzido pelo Duque para a mesa principal e aproximou o corpo um pouco mais de Victoria chegando a quase encostar-se nela, e inclinou um pouco o rosto de modo que os lábios ficassem excessivamente próximos do ouvido naquele momento - Estava a falar ao meu irmão o quanto me daria prazer poder leva-la para passear aos jardins.. ou mesmo ser digno de teus olhares e sorrisos, linda Victoria.. - murmurou, tomando o cuidado de deixar que os lábios roçassem de leve o ouvido ao falar, causando arrepios na jovem e pura Victoria.. - Mas sei que seria uma enorme pretensão de minha parte, eu um simples e comum jovem, almejar um dia quem sabe desfrutar de teus lábios um suave e delicado beijo.. - falava a palavra beijo quase num sopro de ar ao ouvido da jovem e afastava-se novamente mantendo as mãos para trás da casaca.. e começava a ficar curioso com o grau de feiúra que aquela mulher devia possuir.
Victoria mantinha os olhos presos a Francesca, e Papprizzio, devia estar a soltar fogo pelas ventas ao vê-la daquele modo, esperava a mais bela e bem vestida e sorridente para exibir a todos e viera aquela futura viúva a agoura-lo, suspirou fundo, e então pode sentir o corpo do rapaz, o quente corpo do rapaz tão próximo de si, quase a se encostar nela, e não desviou os olhos de Francesca e dos outros, embora a atenção já fosse tomada pelo Casanova, sentiu os lábios tão próximos a seu ouvido, a sussurrar aqueles gracejos, na certeza que ele a queria para ser somente mais uma junto a si, mas não tinha como não querer ouvi-los, como não quere-lo ali, tão perto, suspirou fundo, e abaixou lentamente a face, virando-a pro lado, deixando os lábios dele colarem-se a seu rosto, a sua pele suave, e logo sussurrou - ...Ora que mal há de fazer um passeio aos jardins não?...Será um imenso prazer, jovem Casanova, mas antes esperemos a cerimônia de oficialização dos laços e então serei sua companhia como bem deseja... Ficou a observar o rapaz se afastar e voltar sua atenção ao grupo logo adiante, e logo virou-se também, mantendo os olhos ao grupo, mas o corpo, estava quente, precisava se abanar, bateu o leque a cintura, e o abriu, abanando-se.
As luzes se apagam no trio de expectadores e se acende novamente nos noivos.
Ele a olhava pelo canto dos olhos e sentia a raiva crescente e pq achava que ela lhe estava fazendo de idiota? Mas não tinha maturidade suficiente para entender o tom de ironia perfeitamente, apenas julgou que ela estava a fazer piadas de um tolo bufão e sorriu .. deixou-se sorrir. - Pois eu não acho e como seu futuro marido e senhor eu decreto apartir deste dia que use apenas os tons sobre tons que eu lhe recomendar.. assim ficaremos a combinar as vestes, não seria de bom tom que a Duquesa de Veneza surgisse aos salões da corte trajando algo que destoasse de seu marido.. hm? Cumprimentava a alguns enquanto seguia com ela, esperando que se sentasse primeiro, para que depois ele viesse a sentar - E por que diabos está usando este pano no rosto? Está doente? Caiu-lhe algum dente!? Chorou em demasia e está com os olhos a ostentar inchaço!? Meneava a cabeça negativamente - É a ultima coisa que compro sem olhar.. eu juro.. amanhã mesmo vou a Parma verificar os cavalos que o Conde está a querer me vender..
Francesca deixou-se guiar pelo noivo, e ouvia-o falar, aliás, decretar o que ela devia e não devia usar, e ele queria que ambos combinassem as cores das roupas, mas que teatro fajuto! Que ultraje, queria virar-lhe a mão a face naquele mesmo instante, mas deixou-se sorriu e sussurrou. -....Quanta sorte a mim, não somente tenho uma marido, mas também um estilista, um alfaiate, um crítico de tons e um apreciador de roupas. Nossa Deus me há de ser muito bom deixando que meu pai me vendesse a você...Oh irei rezar muito hoje por esta prenda.... Observou ele afastar sua cadeira, e sentou-se ajeitando o vestido, mantendo o veu sobre o rosto, esperou ele se sentar a seu lado, e logo sussurrou- ...Pois somente a ti pertence a minha beleza meu Duque, e a mais ninguém, a não ser que o Senhor queria exibi-la, como sabes, mandas nas minhas roupas, mandas no meu véu também, então se quiser, exibir a bela face que comprou para que todos cobicem e agoure, então que seja, a escolha é sempre sua, meu adorado noivo e Duque Papprizzio...
Contado por Livro de Histórias
*Esse
é um jogo fictício*
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