Livro de Historias: True passion
Cast: Giacomo Casanova, Francesca Bruni, Giovani Bruni, Victoria, e outros
Location: Veneza
Sinopse: Quando um jovem bon vivant de uma rica familia venezience, encontra uma jovem e romantica jovem de outra familia venezience, eles poderiam formar o que se chama de uma bela historia de amor. Mas quando as duas familias são rivais mercantes e quando a fama de sedutor, de ladrão da pureza feminina do rapaz se alia ao fato da jovem e determinada moça ser noiva de outro, isto torna a historia um pouco mais complicada. Estaria o jovem disposto a abdicar de suas regalias de seus amores, por um único e verdadeiro amor? E estaria ela disposta a ensinar-lhe o amor verdadeiro?

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3:15 PM

Ato III – O noivado.

Narrador: E assim começa realmente nossa triste e bela história, se é que haveria algo de triste em se tratando de jovens tão, ímpares em suas vidas. Sim, pq não dizer que a briga acirrada entre Brunis e Casanovas advem de um tempo ainda mais antigo que este que iremos retratar. Mas não, não convém tirar o suave véu que encobre o passado dos jovens neste exato momento. Pq? Pq é dia de festa em Veneza, ainda que para alguns muito se lembre um enterro. Para outros, é noite de alegria e exibição...

Entram Paprizzio, Jean Carlo, Pepe e Rômulo.

Era noite em Veneza, mas não uma noite comum.. uma noite de baile, e não um baile comum, mas o baile pelo noivado do nobre duque Papprizzio Maldonatto com a jovem Francesca Bruni. E toda a corte estava convidada a desfrutar do explendor daquela festa. Todas as famílias de nome estariam lá e corriam a boca miuda que alguns que nem tanta nobreza possuiam, também estariam por lá. As carruagens chegavam aos poucos ao palacete de Paprizzio. Desde a morte de seus pais ele herdara todo o patrimônio no auge de seus poucos 17 anos. E lhe bastava apenas isto., Apenas o título de Duque, para que exigisse que todos lhe rendessem reverências de príncipe. A música ecoava dos órgãos por todo o salão onde algumas das mais belas damas ostentavam seus caros vestidos rendados esperando a honra de serem cortejadas pelos promissores rapazes que ali tambem estavam. às mesas os mais velhos conversavam ora sobre negócios, ora sobre quem teria sido a mais nova jovem a perder a pureza nas ruas de Veneza ou mesmo tendo em seus lençois algum homem impuro e não digno de sua castidade.. era baile.. era festividade.. era momento de falar dos outros e principalmente apreciar o que era belo. E assim estava Papprizzio em seu quarto ainda a vestir-se com esmero.
- Andem.. andem!!!! Onde estão as minhas luvas de pelica? - gesticulava para dois criados que se viam as voltas a tentar terminar de ajeitar-lhe a casaca com motivos dourados
- Duque Papprizzio, espere por favor.. espere.. – Geancarlo e Rômulo tentavam a todo o custo fazer aquele jovem alto e magro, de cabelos tão loiros quanto os raios de sol de Veneza que lhe caiam tão lisos sobre os ombros. enquanto um de seus criados lhe entregava uma luva negra para que usasse.. os olhos verdes como esmeraldas do garoto com traços tão finos quanto angelicais, reluziram de um ódio quase envenenadamente mortal para o pobre homem que cometeu a gafe de na pressa lhe entregar o primeiro par de luvas que encontrava
- Acaso está me tomando como um retardado?! - A voz juvenil denotava toda a ira aflorada no garoto - Estás vendo algum traço negro nestas vestes que uso? - Mantinha os olhos verdes preso ao homem que iniciava um tremer quase compulssivo
- É meu noivado sua anta, não o enterro da minha noiva!!!! - desferiu a luva de pelica no rosto do homem de modo a marcar-lhe com o roçar do tecido negro - Vê!!! este traje é claro.. claro como as manhãs de primavera que abundam meus jardins!!! Luvas brancas seu imprestável!!! - e sacodia as mãos obrigando aos homens que lhe ajeitavam a casaca a solta-lo com urgência - Alguém tire este imbecil da minha frente! Não tenho paciência para serviçais burros, o mandem embora.. agora!! – Pepe tentava balbuciar algo mas era impossível.. não havia o que questionar no que se dizia respeito a Papprizzio, saia e então o jovem duque voltava a deixar-se ser preparado para seu noivado- E andem.. andem que seria descortez eu deixar que minha noiva espere tanto..

As luzes se apagam na residência de Pappizzio e acendem no cenário ao lado, em casa dos Bruni, Francesca e seu pai Giuseppe, se aprontam para o noivado.

Francesca terminava de se arrumar finalmente, além do vestido negro, belo de época, que lhe caia colado ao tronco e solto ao corpo, tinha um chale negro e rendado sobre os ombros, o colo descoberto acentuava os seios, que não mais podiam se unir, tamanho o apertão que Victoria lhe dera no espartilho, os cabelos castanhos avermelhados, estavam presos em um delicado coque, com diversos cachos a fugir do mesmo, e uma delicada peça a adornar o penteado, um pente de borboleta que prendia-se ao lado do coque, e a borboleta de ouro com pedras de ônix negro brilhava, dando um toque de luz a dama de negro, olhou-se longos instantes, e suspirou fundo, logo deu as costas saindo do quarto, e deu Adeus a alguns empregados a casa, enquanto se dirigia a fora, onde uma bela e pomposa carruagem a esperava, seu gentil noivo, havia mandado que esta a pegasse, deve ser porque seu pai jamais poderia lhe pagar uma como aquelas, logo o cocheiro estendeu a mão, para apanhar da bela dama, e ela segurando a mão dele, lhe sorriu de leve, não podia ser indelicada com ele, ele em nada tinha culpa de seu lastimosos destino, sentou-se a carruagem, confortável, e logo observou o cocheiro fechar a porta, e ir até onde ocorria o baile, era um local próximo, mas Papprizzio, fazia questão de uma carruagem a fosse buscar, para o cavalo dar seis cavalgadas e logo eles estarem frente ao grande Salão do Baile, Francesca suspirou fundo, e ajeitou os cabelos, enrolando ao dedo nervosamente um cacho que se desprendera e correra até seu ombro, soltou o cacho quando o cocheiro abriu a porta e logo desceu do mesmo, onde a sua frente seu pai já a aguardava, os olhos azuis escuros de Francesca, encararam o homem, e logo ele lhe estendeu a mão a sorrir, ela respirou fundo, e antes de apanhar sua mão, retirou bruscamente o chale dos ombros, o levando sobre a cabeça e deixando que a renda encobrisse o rosto, e então sussurrou.
- ..Se vais me dar de presente, é bom que ao menos ele esteja embrulhado.... - A indignação de Francesca era obvio e ela não a esconderia. Tinha ido de negro, apenas para denota-la e agora a cobrir o rosto com o véu embrulhava-se como um presente, apanhou ao braço do pai e deixou que ele a conduzisse.

As luzes do segundo cenário se apagam, o terceiro é aceso, e a fachada da casa dos Casanova é retirada para dar visão a Giacomo e Lupu.

Lupu batia a porta do quarto do irmão. O homem de porte alto e forte mantinha-se diante da porta impaciente.
- Ande Giacomo!! Vamos nos atrasar para o baile, já não bastasse ser o fato de ver uma Bruni a se unir com o Duque e ver ir por água abaixo os planos de adquirir os portos para nosso pai.. ande.. quer por favor parar de se vestir como uma das damas da corte e sair logo deste quarto para que possamos ir?!
E a voz de Casanova poderia ser escutada pelas frestas da grande porta de madeira imperial que lhe selava o dormitório.
- Pois eu não sei, meu bom irmão como sente-se tão apressado em ver a derrocada para teus negócios.. Por Deus Lupu!!! Nem numa festa de noivado podes ver a diversão? A música?!?! - e lá dentro do quarto Giacomo acabava de amarrar os cordões brancos de sua camisa com babados que lhe fugiam nos punhos, a vestir a casaca de um tom de vermelho carmim, ressaltado em linhas de um dourado que combinavam com os cabelos loiros levemente ondulados, presos num rabo de cavalo por uma tira negra que lhe amarrava no meio do cabelo que já lhe ultrapassava os ombros - As mulheres, meu bom irmão, as damas que lá estarão, cada uma mais falsa casta do que outra.. - e ele ria-se enquanto os pés eram calçados com a bota e finalmente abria a porta diante do irmão, abrindo os braços como a exibir-se - Ora.. Lupu.. sejamos francos um com o outro, meu amado irmão.. - e ele aproximava-se olhando nos negros de seu irmão postiço, aproximando os lábios do ouvido de Lupu a susssurra-lhe como se lhe contasse um enorme segredo - és efeminado? Destes que se encantam com as calças dos rapazotes? Pq se for meu irmão.. prometo que podes contar comigo, afinal, não vejo graça mas.. se for teu desejo.. hei de considerar-te meu prestimoso e amado irmão .. e posso até mesmo levardes para passear na corte ao encontro destes rapazes que devem servir a tais propósitos..
O grande homem cerrava os olhos na direção do irmão a afastar o rosto
- Estás louco?! Não digas sandices, Giacomo!! - e erguia a mão como se fosse bater no pobre Casanova que já se destilava em sorrisos
- Não.. és muito bravo para ser um daqueles cocotes que andam na corte com mais maquilagem que a mamãe.. - tomava o irmão em um abraço conduzindo-o a escada.. e havia como ficar bravo com aquele garoto de gestos e falas impensadas? Lupu não sabia como, deixava-se abraçar e ser levado para fora da casa - ande.. ande que vamos nos atrasar para o espetáculo de bestas feras, quando o Duque infanto juvenil Papprizzio, irá nos apresentar a feiura carnal que adquiriu na feira dos bruni.. - e tomava a direção da saída do palacete onde a carruagem já os aguardava para conduzir ao baile do Duque Papprizzio.

Apagam-se as luzes do terceiro cenário para se acender finalmente a luz do quarto cenário que deixaria ver o salão de festas repletos dos nobres de toda a Itália, eis que se pode ver em lugares distintos, Victoria e Giovanni.

Victoria surgira antes da noiva, seria indelicado chegar após, deixou que seu primo, o noivo, fosse a frente e depois solicitou uma carruagem para somente ela, e finalmente descia da mesma, um pouco antes de Francesca chegar, e logo adentrou ao salão, e era como um anjo a reluzir, no vestido branco, o mesmo caia aos ombros delicadamente, deixando o belo e pálido colo nu, e soltava-se em uma saia branca devidamente rodada, com babados em um tom creme, assim como as rendas do decote, ao pescoço trazia uma fita de camurça creme com um pendulo de um belo coração de rubi, dando um destaque ao vermelho sobre o branco da roupa, trazia aos ombros um belo chale branco de rendas, os cabelos loiros prendiam-se ao alto da cabeça, cacheados e sem nenhum fio a fugir do prender, preso ao mesmo, estava uma delicada rosa, também vermelha, o sorriso da bela resplandecia ao salão, e todos pareciam cobiça-la, afinal era uma das poucas virgens que ainda restavam naquela Veneza, e os olhos verdes angelicais, passavam por cada um presente, e ela cumprimentava alguns cordialmente, e deixava-se caminhar até a mesa dos noivos, onde sentou-se delicadamente a espera de seu primo e sua melhor amiga, que iria horrorizar a todos vestida de negro.

Giovanni já estava naquele baile,. era parabenizado por diversos casais, diversos homens de negócios e estava satisfeito, por estar a quase um pé de voltar a alta sociedade. de voltar a ver os negócios da família aflorarem, e quiçá ter em breve o titulo de arquiduque, conde ou coisa do gênero. Sorria, e era só sorrisos dentro da casaca acinzentada que contrastava com os cabelos castanhos presos num delicado rabo de cavalo, amarrado com tiras cinza claras a combinar com a casaca, recebia dos serviçais uma taça com Don Pernignon e sim.. era muito bom voltar a sorver tão cara iguaria após tanto tempo..
- Sim Conde Alberto.. com certeza teremos prazer em escutar as propostas mercantis que virá nos fazer, Papai e eu devemos estar retornando os negócios tão logo acabemos os preparativos do casamento de minha doce irmãzinha.. - sorria devolvendo a hipocrisia que beirava as altas rodas.. e os olhos castanhos claros do rapaz pareciam vagar pelo salão em busca de alguém.. e onde estaria Victoria? Não a tinha visto ainda, até que os olhos puderam vislumbrar o anjo pálido e adornado de branco que surgia resplandecendo nos salões, e sentiu todo o rosto corar ao vê-la.
- Victoria.. - murmurava para si mesmo perdendo a atenção que tinha devotado ao Conde de Parma.. agora lhe interessava ver a bela jovem cujos olhos de uma zul celestial pareciam puxar-lhe a alma.. e pq não admitia para todos o que sentia?
- Nunca pensou em cortejar a Srta. Maldonatto,Giovanni?
A voz do Conde Alberto de Parma aliada a palavra corte despertou Giovanni de seus devaneios florais com a bela virgem de Veneza fazendo o rapaz engasgar com a champagne e quase sujar a própria roupa.
- Han? Corteja-la!? Não Conde.. por favor.. não é hora para pensar em uniões.. pretendo concentrar-me nos negócios da família por algum tempo.. - desconversava enquanto por canto de olhos observava Victoria.. sua bela e doce Victoria.


Contado por Livro de Histórias



*Esse é um jogo fictício*